''O Mercador de Veneza, com Dan Stulbach, segue temporada até Julho no Teatro Tuca em São Paulo''
- 15 de jul.
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Sucesso de crítica e público, acumulando mais de 140 sessões e 60 mil espectadores em pouco mais de um ano, a peça conta a história de Antônio, mercador que contrai uma dívida com o agiota Shylock e afiança uma libra de sua própria carne como garantia. O não pagamento da dívida desencadeia um julgamento dramático, colocando em pauta temas como justiça e preconceito.

Com ingressos esgotados no TUCARENA até o final da temporada, “O Mercador de Veneza” migrou para um teatro maior e abriu novas sessões aos sábados e domingos de junho e julho, no Teatro TUCA. A peça vem realizando um feito: até agora não houve nenhuma sessão em que não tivessem sido vendidos todos os assentos. O projeto é uma coprodução da Kavaná Produções e Baccan Produções.
À frente do elenco, Dan Stulbach (atualmente no ar na nova novela das 21h de Walcyr Carrasco) dá vida ao icônico agiota Shylock, já interpretado por nomes como Al Pacino, Laurence Olivier e Pedro Paulo Rangel. A direção é de Daniela Stirbulov (diretora residente dos musicais “Tom Jobim”, de Nelson Motta e Pedro Brício; “Ney Matogrosso - Homem com H” e “Silvio Santos vem aí”, estes de Marilia Toledo e Emilio Boechat).
Mergulhando em temas como preconceito e intolerância a todos aqueles que são estrangeiros, a montagem é uma reflexão acerca das transformações nas relações humanas e tensões sociais que transcendem séculos.
“Lidar com os desafios shakesperianos é abrir espaço para o risco, para o confronto com o que somos — e com o que podemos ser. E expandir o entendimento sobre a vida: as relações humanas em sua complexidade e contradições. Tudo está ali. Vilões e heróis se confundem nas máscaras sociais. A obra, atravessada por tensões religiosas e preconceitos, nos confronta com questões sobre intolerância, identidade e justiça - tão atuais quanto no tempo em que foi escrita.”, reflete a diretora, Daniela Stirbulov.
A CRÍTICA
“No centro dessa tempestade está Dan Stulbach, cuja atuação como Shylock é digna de prêmios.” (André Marcondes, Folha de São Paulo)
“Mais que uma adaptação fiel, trata-se de uma reinvenção dramatúrgica que escancara como os vícios do passado persistem em nosso presente.” (Claudia Chaves, Veja Rio)
“Com Dan Stulbach em performance arrebatadora, a encenação de O Mercador de Veneza, de Shakespeare, transforma o clássico em espelho do presente”. (Celso Faria, E-Urbanidade)
“A irrepreensível direção de Daniela Stirbulov faz deste Mercador de Veneza um espetáculo revelador, por sua potencial transposição cênica de uma clássica comédia dramática, entre a tradição e a modernidade. (…) um investimento estético capaz de dignificar o atual panorama do teatro em moldes brasileiros” (Wagner Correa, Escrituras Cênicas)
SINOPSE
A trama acompanha Antônio, um mercador que contrai uma dívida com o agiota judeu Shylock para ajudar seu amigo Bassânio. Como garantia, estipula-se a retirada de uma libra da carne de Antônio. Com o não pagamento da dívida, o contrato desencadeia um julgamento dramático, colocando em pauta temas como justiça e preconceito.
A MONTAGEM
Sob a direção de Daniela Stirbulov, “O Mercador de Veneza” se desloca da Itália do século 16 para um cenário contemporâneo, em que questões como o antissemitismo, o preconceito racial, e as guerras motivadas pelo lucro e pelo capital ganham mais potência frente à narrativa. O agiota Shylock é alçado a protagonista nesta montagem, que busca narrar a história a partir de seu ponto de vista.
“Estar à frente da direção me possibilitou criar um universo contemporâneo. A história, escrita no contexto do capitalismo emergente do século XVI, foi transportada para os anos 1990 — década marcada pela aceleração da globalização e pelo surgimento de uma nova ordem mundial. Estabelecemos a Bolsa de Valores como espaço central, implantando a atmosfera das negociações financeiras do tempo presente e o dinheiro como motor principal das relações.”, conta a diretora.
No centro do palco, uma estrutura acrílica transparente elevada cria um tablado para os atores. No alto, um painel circular de led desenha palavras e frases ligadas à ação. Há um operador de câmera captando imagens em tempo real, também projetadas no painel. A música é executada ao vivo por uma baterista no palco.
A PRODUÇÃO
A produção do espetáculo é assinada pela Kavaná e pela Baccan Produções, sob a liderança de Cesar Baccan e Marcelo Ullmann, que também integram o elenco. Com atuação destacada pela qualidade, os produtores vêm consolidando uma trajetória marcada por obras de relevância artística e apelo de público, como “O Nome do Bebê”, com Bianca Bin, “A Pane”, com Antônio Petrin, e “Um Inimigo do Povo”, de Henrik Ibsen. Mais do que viabilizar montagens, Baccan e Ullmann desenvolvem projetos que transitam entre o clássico e o contemporâneo, equilibrando rigor estético, comunicação com o público e consistência de produção, enquanto avançam com novos projetos em desenvolvimento.



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