''Espetáculo Na Anatomia Oca dos Pássaros revisita Santos Dumont em ensaio lírico sobre ideal e desencanto''
- 29 de abr.
- 3 min de leitura
Criação da Cia Terranova, com texto de Dino Bernardi, combina teatro, música ao vivo e euritmia no Teatro Manás.

Crédito: Guto Muniz
Conduzindo o espectador a um mergulho pela alma de um dos mais importantes aeronautas da História, o brasileiro Alberto Santos Dumont (1873-1932), o espetáculo da Cia Terranova, Na Anatomia Oca dos Pássaros - ensaio lírico a Santos Dumont, ganha uma nova temporada em São Paulo. As sessões acontecem no Teatro Manás Laboratório entre os dias 6 e 29 de maio, de quarta a sexta, às 21h.
É uma peça multidisciplinar que mescla de forma inédita o teatro, a música e a euritmia (arte do movimento que, através da coreografia da palavra, integra movimento, alma e consciência). Texto, dramaturgia e direção cênica são de Dino Bernardi, a trilha sonora é de Marcelo S. Petraglia e a coreografia é assinada por Marília Barreto e Renate Nisch, euritmistas reconhecidas nacional e internacionalmente.
“Estamos circulando desde 2019 com este trabalho, que é muito precioso para nós. Bernardi criou um texto extremamente poético, que expõe, ainda que de forma abstrata, os dramas do ser humano: os sonhos, a obstinação, as conquistas e as perdas”, comenta Marília, que também é a responsável pela direção artística.
Sobre a encenação
Na Anatomia Oca dos Pássaros - ensaio lírico a Santos Dumont é um solo interpretado por Fernando Aveiro. Ele divide o palco com Marília e Renate, que complementam a dramaturgia da cena com movimentos da euritmia.
Ao mesmo tempo, os músicos Luis Antonio Ramoska (fagote) e Saulo Camargo (percussão) executam a trilha sonora, ao vivo. As músicas foram concebidas para fagote, gongos, tambores e metalofone.
“Enquanto o instrumento de sopro simboliza o desejo de voar de Dumont, os outros remetem à matéria e à técnica, outra paixão do aviador. Feitos de ferro, cordas e madeira, eles integram a cena, numa natureza artesanal – o que, inclusive, se relaciona diretamente com as pesquisas do próprio aeronauta”, conta Barreto.


Comentários