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''Em um espetáculo provocador e reflexivo sobre o futuro das relações humanas, Danielle Winits protagoniza seu primeiro monólogo em CHOQUE! Procurando Sinais de Vida Inteligente''

  • há 1 dia
  • 3 min de leitura

Com atuação solo de Danielle Winits e direção de Gerald Thomas, espetáculo CHOQUE! Procurando Sinais de Vida Inteligente encerra temporada na capital paulista e reestreia no Rio de Janeiro em Abril.





Foto:Robert Schwenck



Em temporada de sucesso na capital paulista, o aclamado espetáculo intitulado ''CHOQUE! Procurando Sinais de Vida Inteligente'', primeiro monólogo protagonizado por Danielle Winits retorna ao Rio de Janeiro  no Teatro Prio em 10 de Abril, para uma nova temporada até 31 de Maio. Escrita pela norte-americana Jane Wagner, originalmente encenada em 1985, nos EUA, e imortalizada pela atuação solo de Lily Tomlin, Procurando Sinais de Vida Inteligente no Universo – convertida por Gerald Thomas em CHOQUE! Procurando Sinais de Vida Inteligente –, consolidou-se na ocasião como um marco para o teatro, especialmente pelo modo como mescla humor, crítica social e múltiplas vozes em uma única interpretação. 

 

A montagem inédita da obra vibrante, atemporal e futurista, traz uma única atriz no palco envolta a um cenário criativo e cheios de incógnitas, em uma montanha de lixos, pisos irregulares e cercadas por escadas que aparentam não ter fim. Com um choque visual e elementos ilusórios como Elementos da arte pop de Andy Warhol aparecem pelo palco na forma de latas de sopa Campbell's e reaparecem nos quadros de Rinaldo Escudeiro, seja como referência direta às latas, seja nas cores do Pop, na busca pelos elementos cotidianos como a geladeira, o post-it, o carrinho de supermercado, ou a imagem de uma atriz conhecida como é Danielle Winits, cujo rosto aparece em uma das pinturas. Esse mesmo rosto de Danielle irá retornar ao espaço de forma agigantada, como um casco ou uma mochila trazida por uma figura estranha contrarregrada. Portanto, o cenário visualmente trabalha entre o contraponto de cores, texturas e escalas. Ora o colorido do Pop aparece, ora o marrom, o antigo, o enferrujado, o estranho. O piso do palco é composto por uma textura de tecido e espumas tingidas que geram relevos. Tecidos aparecem no palco como seres que visitam Danielle. Ligados ao urdimento por cordas e ganchos, se penduram no ar como pedaços de couro em um curtume, ou pedaços de carne em um açougue. Esses elementos aéreos de tecido se mesclam a um conjunto de escadas finas e irregulares que se perdem na altura do urdimento. Elas estão presentes aqui e também nas obras e desenhos de Gerald Thomas.




Foto: Dalton Valério



Sem deixar de surpreender e cativar o público em mais de setentas minutos de duração, o espetáculo vai ganhando enredo ao distintos períodos da metamorfose da atriz, que enlouquece aos poucos juntamente com o público, em uma provocação bastante abrangente sobre ainda existerem sinais de vida inteligente no universo e suas respectivas contradições do mundo moderno. Em determinado momento do espetáculo, Danielle se aproxima da plateia e convida um expectador despercebido e aleatório para participar de cenas do espetáculo, como se o jogo cênico com aquele expectador fosse premeditado e previamente combinado, deixando o restante da plateia em dúvida se realmente aquele momento era parte do enredo ou um improviso de um espaço de interação genialmente e de forma perpiscaz cedido pela própria atriz. Outra incógnita interessante.


Estruturada como um monólogo múltiplo, uma só atriz (Danielle Winits) interpreta algumas das personagens da obra original sintetizados em uma única personagem e por meio desta voz constrói uma narrativa bem humorada questionando padrões sociais, a lógica capitalista, a superficialidade da cultura de massa e os limites das relações humanas, tudo isso por meio de observações sagazes e por vezes absurdas que provocam tanto o riso quanto a reflexão. Mas não é só isso. Gerald Thomas adicionou ao texto original as lacunas que as décadas perdidas ou passadas teriam que preencher.


Em resumo, CHOQUE! Procurando Sinais de Vida Inteligente é uma obra vibrante, multifacetada e atual. Mais do que uma peça feminista ou de crítica social, é uma reflexão espirituosa e comovente sobre o que nos torna humanos, e sobre os sinais de inteligência (afeto e empatia) que ainda podem ser encontrados entre nós.













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