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''Em segunda data de shows, Festival C6 no Rock celebra o rock nacional com shows de Ira, Blitz, Legião Urbana, Marina Lima, além de uma emocionante homenagem ao Cazuza''

  • 29 de ago.
  • 11 min de leitura

Atualizado: há 4 dias

A Primeira edição do C6 no Rock chegou ao segundo e último dia do festival no último domingo, 23, com uma programação dedicada a alguns dos discos mais importantes do rock brasileiro dos anos 1980. Na área externa do Auditório Ibirapuera, em São Paulo, a segunda data de apresentações contou com shows de bandas como Ira!, Blitz, Legião Urbana com André Frateschi, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá, Marina Lima e um tributo ao Cazuza.



Blitz e Fernanda Abreu no C6 no Rock no Parque do Ibirapuera- Foto: Renata Porto



Depois de uma avassaladora primeira data do festival dedicado integralmente a bandas e artistas que transformaram o cenário do rock nacional de forma definitiva nos anos 80, período que transitou significamente na história da cultura brasileira, moldando comportamentos, pensamentos, ideias e possibilitando liberdade de reinvindicar diretos, transmitir opiniões políticas e sociais dentro de um período delicado e decisivo no país , a primeira edição do festival C6 no Rock trouxe ao público a possibilidade de em duas datas consecutivas, 22 e 23 de Agosto, vivenciar toda a cena efervecente musical do Brasil que atravessou décadas e gerações e permanecem na ativa, se reiventando, conquistando novas gerações e lotando estádios e casas de shows em todo o país.



C6 no Rock no Parque do Ibirapuera- Foto: Divulgação/C6 Bank



O Festival idealizado por C6 Bank em parceria com a produtora Dueto, também responsável pelo C6 Fest, um dos festivais mais aclamados pelo público e que já faz parte do calendário anual da cidade, o C6 no Rock veio com a proposta de revisitar álbuns icônicos e badalados da década de 80 dos principais conjuntos e artistas do país, que seguem realizando turnê, além de terem obras contempladas e respeitadas pelo público e artistas contemporâneos, com shows pautados em canções na íntegra dos álbuns escolhidos para serem apresentados no festival.


Banda Ira! - ''Vivendo e Não Apredendo''



Ira! no C6 no Rock no Parque do Ibirapuera- Foto: Divulgação/C6 Bank


A primeira atração do segundo dia iniciou-se com apresentação da banda paulistana Ira!, uma das bandas que completaram 45 anos de carreira e são donos de um dos maiores sucessos do rock nacional com canções atemporais como ''Núcleo Base'', ''Tarde Vazia'', ''Bebendo Vinho'', ''Envelheço na Cidade'',''Eu Quero Sempre Mais”, entre muitas outras canções que são considerados hinos e nunca cairam no obsoleto.


Com um segundo dia atípico de temperatura altas fora do esperado para um período de inverno no estado, a banda Ira! formados atualmente por Nasi (vocal), Edgard Scandurra (guitarra) , Johnny Boy Chaves (baixista) e Evaristo Pádua (bateria) , trouxeram a área externa do Auditório do Ibirapuera seu segundo álbum de estúdio intitulado ''Vivendo e Não Apredendo'' (1986), álbum que consolidou definitavemente a banda no show business brasileiro.


Com uma multidão eufórica que fizeram questão de chegar cedo para não perder o show dos veteranos, a banda Ira! desfilou em um pouco mais de uma hora seus maiores clássicos como ''Dias de Luta'', ''Vitrine Viva'', ''Gritos na Multidão'', ''Flores em Você'', ''Casa de Papel'', ''Envelheço na Cidade'' , ''Dias de Luta'', entre muitas outras, além de presentear o público do festival com sucessos conhecidos do grande público que estavam fora do contexto musical do disco, agitando o público que cantavam cada refrão a pleno pulmões, uma das apresentações mais intensas e energéticas, esbanjando vitalidade e dinamismo.


Conhecidos por recentes polêmicas envolvendo debates políticos que trouxeram uma certa repercussão negativa ao grupo, dessa vez a banda Ira! estavam focados em entregar uma apresentação mais honesta, direta, elétrica e barulhenta, contextualizadas com a proposta do festival, entregar entretenimento e demonstrar definitivamente que obras bem feitas e conexão positiva com o público se tornam relevantes e atemporais.


BLITZ PART. FERNANDA ABREU tocam "AS AVENTURAS DA BLITZ"



Blitz e Fernanda Abreu no C6 no Rock no Parque do Ibirapuera- Foto: Renata Porto



A banda carioca Blitz formada de forma despretenciosa no ínicio dos anos 80, é uma das bandas mais icônicas e irreverentes do cenário musical brasileiro. Com uma pegada mais solar e humorística, que misturam rock, pop, new wave e elementos de musicais e dramaturgia , além de figurinos futuristas e coloridos, é uma banda que se tornou rapidamente um fenômeno de público e crítica , destacando pela originalidade e energia contagiante nas apresentações ao vivo, fugindo um pouco do rock clássico , revolucionário, provocador e conceitual da época.


Durante a década considerada de ouro para o rock brasileiro, a banda Blitz lançaram vários álbuns que foram bem recebidos pelo público e pela crítica, com canções divertidas e coerografias bem elaboradas, o grupo se tornou notório e relevante na história da música brasileira, se tornando um fenômeno de populariedade, é uma das bandas responsável por revelar na carreira musical, a cantora de pop/funk carioca, Fernanda Abreu em meados dos anos 80, que juntamente com Marcia Bulcão assumiram os backing vocals do grupo no período de maior notoriedade do conjunto brasileiro.



Blitz e Fernanda Abreu no C6 no Rock no Parque do Ibirapuera- Foto: Renata Porto


Após mais de quatro décadas de trajetória musical, algumas novelas e séries televisivas no currículo artístico que se tornaram inesquecíveis pelo público, Evandro Mesquita (vocal e guitarra) juntamente com os integrantes Billy Forghieri (teclados) , Juba (bateria)Sara Rosemback (baixista) e as backing vocals femininas do grupo, Andréa Coutinho e Nicole Cyrne se reencontraram para realizar uma nova turnê do mais recente disco intitulado ''NuDusOutros'', que vem desde 2025 se apresentando por todo o país.



Blitz e Fernanda Abreu no C6 no Rock no Parque do Ibirapuera- Fotos: Renata Porto



Para o festival, a banda Blitz trouxe ao público o show relacionado a discografia do álbum ''As Aventuras da Blitz'' (1982), o primeiro álbum de carreira do grupo, e um dos mais rememorado pelos fãs mais fervorosos da banda. Com canções praianas e cheias de sonoridades alegres, joviais e com pegada pop, o disco traz canções como ''Você Não Soube Me Amar”, “Mais Uma de Amor( Geme Geme)”, ''A Dois Passos do Paraíso'', ''Betty Frígida'', entre muitas outras que colocaram o público para dançar e repetir refrões de forma frenética, enquanto o grupo divertiam-se com coreografias ensaiadas encima do palco.



Blitz e Fernanda Abreu no C6 no Rock no Parque do Ibirapuera- Foto: Renata Porto



O ponto alto dessa apresentação foi justamente o esperado reencontro de Fernanda Abreu com a banda onde iniciou sua carreira, que mantendo o carisma, autenticidade e a essência que conquistou os integrantes e o público nos anos 80, surpreendeu pela jovialidade e aparência intacta dos anos 80, como se não resistisse ao tempo. Esbanjando sensualidade e autenticidade, Fernanda se tornou um ponto primordial neste momento nostálgico para que o show funcionasse como uma máquina do tempo, interagindo com frequência com Evandro Mesquita, ressaltando a amizade, cumplicidade e respeito que sempre existiram e prevaleceram entre os dois.


Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá do Legião Urbana com André Frateschi - ''Dois''



André Frateschi e Legião Urbana no C6 no Rock no Parque do Ibirapuera- Foto: Renata Porto



O terceiro show do festival e um dos mais esperados para o público presente no festival era o tributo a banda Legião Urbana com dois integrantes remanescentes da banda, Dado Villa Lobos (guitarra) e Marcelo Bonfá (bateria) e o atual vocalista do conjunto, o ator e músico André Frateschi, que fã fervoroso e admirador da banda desde a infância, encontrou na saída polêmica do também ator e vocalista convidado, Wagner Moura, que teve uma estreia nada badalada e uma certa rejeição dos fãs do saudoso Renato Russo e da banda Legião Urbana, uma oportunidade de participar de forma mais comprometida, apaixonada e harmônica nas turnês comemorativas, respeitando a obra e sua respectiva importância, mas mantendo sua essência e personalidade com o intuito que sua participação fosse vista como uma homenagem a Renato Russo e um tributo ao grupo e não uma substituição.



André Frateschi e Dado Villa- Lobos no C6 no Rock no Parque do Ibirapuera- Foto: Renata Porto


Com a proposta de apresentar na íntegra a discografia intitulado ''Dois''(1986), um dos discos mais conhecidos na trajetória da banda Legião Urbana, sendo considerado um dos 100 melhores discos da música brasileira pela renomada revista Rolling Stones Brasil e terceiro melhor disco brasileiro da história pelas mídias tradicionais da época, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá acompanhados por André Frateschi se apresentaram para uma multidão de pessoas eufóricas que se aglomeravam nas grades para terem vista mais privilegiadas do show e também chamarem a atenção dos integrantes com camisetas e discos da época do lançamento, considerados atualmente uma raridade.




André Frateschi e Legião Urbana no C6 no Rock no Parque do Ibirapuera- Fotos: Renata Porto


Com um show pontual e sem grandes novidades, André Frateschi se mantia o mais carismático e interativo do grupo, enquanto Dado e Marcelo ficaram mais introspectivos, escondidos e discretos atrás de seus respectivos óculos escuros e semblantes mais sérios, talvez pela proposta do show trazer um certo saudosismo de uma época que o rock era mais valorizados e se vendiam sem grandes dificuldades milhões de disco em todo o país.


André Frateschi e Marcelo Bonfá no C6 no Rock no Parque do Ibirapuera- Foto: Renata Porto



A atual turnê comemorativa do Legião Urbana funciona muito bem ao vivo, sem soar um cover ou uma imitação da plenitude, criatividade e irreverência de Renato, o tributo ao grupo sempre traz uma sensação de poder vivenciar uma experiência do show do Legião Urbana, principalmente para a nova geração que em grande maioria não tiveram a oportunidade e privilégio de assistir algum show com todos os integrantes remanescentes. Com desfiles de clássicos atemporais da banda como '' Tempo Perdido'', ''Faroeste Cabloco'', ''Somos Tão Jovens'', ''Eduardo e Mônica'', ''Quase sem Querer'', ''Música Urbana'', ''Índios'', agitando a plateia que acompanhavam cada refrão cantando em coro uníssono. Como uma mantra, repetido diversas vezes, André declarou no ápice do show diante da emoção e privilégio de homenagear os ídolos, frases como ''Só o rock salva”, em tom enfático, sendo ovacionado pela plateia.



André Frateschi e Legião Urbana no C6 no Rock no Parque do Ibirapuera- Foto: Divulgação/C6 Bank



Com presença notória de Giuliano Manfredini, filho de Renato Russo e detentor da marca “Legião Urbana” prestigiando a apresentação, ficou explícito que desavenças e brigas com os integrantes ficaram no passado e atualmente mantém uma cordial convivência, o show que estava funcionando muito bem ao tocar as músicas clássicas, perdeu o ritmo quando o grupo apresentou outras canções relevantes do grupo, mas raramente executadas ao vivo e desconhecidas do grande público.



Instalação Mitologia & Intuição no C6 no Rock - Homenagem a Renato Russo- Foto: Divulgação/C6 Bank



Com homenagens ao saudoso Renato Russo, falecido em meados de 1996 em decorrência de complicações do vírus HIV, em alguns espaços do Parque do Ibirapuera, dentro do festival, a apresentação foi concentrada nas canções mais poéticas e cheias de significados composta pelo músico, ganhando mais significado e emoção ao reviver de forma íntegra através do festival. Foi um momento de conexão, celebração, memória e reflexão.


Marina Lima part. Lobão e Liminha - Fullgás



Marina Lima no C6 no Rock no Parque do Ibirapuera- Foto: Divulgação/C6 Bank



A cantora e compositora carioca Marina Lima surgiu no meio musical em meados dos anos 70 , época que a Jovem Guarda, a MPB e o tropicalismo estavam em evidência e surgiam a todo instantes diversos talentos brasileiros e desde então, a artista permanece ativa na indústria fazendo shows, turnês e lançando discos até os dias atuais. A artista teve seu primeiro sucesso no começo dos anos 80 , com a música "Charme do Mundo" que estabeleceu Marina Lima como um dos grandes nomes da música brasileira . Ano após ano, a crescente de músicas da artista que tocavam por todo o Brasil se intensificou e então, com seu álbum de 1984, Marina emplacou canções como "Fullgás" , seu sucesso mais reverenciado da carreira.


Com parceria poética e musical bem sucedida com o saudoso irmão, o poeta e filósofo, Antônio Cícero, que ajudou a artista a obter reconhecimento e se tornar relevante e grandiosa na história da música brasileira, Marina Lima foi uma das artistas convidadas pelo festival C6 no Rock para apresentar na íntegra o disco antológico ''Fullgás'' (1984), o quinto álbum de estúdio e o mais emblématico de sua carreira.


Considerada a rainha do pop brasileiro e esbanjando vitalidade aos 70 anos, com turnês bem sucedidas em todo o país e apresentações frequentes em festivais de música, Marina Lima vem conquistando gerações com seu rock-pop cativante, pautado nas vertentes da MPB, sua referência musical nos primórdios da carreira. Com sua inconfudível voz rouca e uma identidade mais libertadora , empoderada e feminista, a artista trouxe ao festival um desfiles de canções icônicas e eficiente como ''Mesmo que Seja Eu'' (regravação do sucesso de Erasmo Carlos), ''Pra Sempre e Mais Um dia'', ''Ensaios de Amor'', ''Veneno'', ''Me Chamam de Fúria”, entre outras canções que foram acompanhadas da plateia por um numeroso grupo de artistas que estiveram se apresentando no festival e fizeram questão de prestigiar o show naquela noite gélida como Maria Gadu, Catto, João Barone, Andreas Kisser e Lan Lahn que não se intimidaram pela multidão e cantaram em sintonia com a plateia a maioria das canções.



Lobão no C6 no Rock no Parque do Ibirapuera- Foto: Divulgação/C6 Bank



No ponto alto da apresentação, Marina Lima convidou o baixista Liminha e o Lobão para se apresentar na bateria na canção ''Me Chama'', canção eternizada na voz do Lobão, regravada por ela em uma grandiosidade sonora, assertiva e muito funcional na sua reprodução, sendo ovacionada integralmente.


Com projeção nas paredes ao redor do palco com imagens significantes para o festival, visivelmente emocionada, Marina dedicou uma parte da apresentação ao irmão Antônio Cícero, falecido em meados de 2024, interpretando com maestria e coragem a canção ''Cícero e Marina'', composta por ele e uma das faixas do disco. No encerramento da apresentação, Marina surpreendeu e fugiu dos protocolos ao convidar novamente Lobão para subir ao palco para tocar em dueto a canção ''Nosso Estilo'', última canção da sequência do disco, que também é uma parceria com o irmão. Com um tempo reduzido de apresentação pela dinâmica do festival, Marina encerrou sua participação no festival com as canções ''Uma Noite e Meia'', em parceria com Laura Diaz e se despediu do público com uma releitura de ''Billie Jean'', eternizada na voz de Michael Jackson.


Cazuza - Todo Amor Que Houver Nessa Vida


Com: Arnaldo Antunes, Frejat, Johnny Hooker, Leo Jaime, Leoni, Lobão, Milton Guedes e Maria Gadu



Homenagem ao Cazuza no C6 no Rock no Parque do Ibirapuera- Foto: Divulgação/C6 Bank


Com uma homenagem muito relevante para a história do rock brasileiro, a escolha do homenageado foi extremamente significante e assertiva para o festival. O Festival C6 no Rock encerrou sua programação do segundo dia celebrando o legado de Cazuza com o show em formato de tributo intitulado ''Todo Amor Que Houver Nessa Vida'', reunindo artistas de diferentes gerações e revisitação de seus clássicos, para celebrar a trajetória de um dos maiores poetas da música brasileira.


Entre os artistas que subiram ao palco para reinterpretar os clássicos de Cazuza estavam Arnaldo Antunes, Frejat, Johnny Hooker, Leo Jaime, Leoni, Lobão e Maria Gadu, participando com performances inéditas e seu próprio estilo para manter viva a essência de um dos artistas mais inquietos, autêntico, criativo, transgressor e por muitas vezes polêmico.


O evento não apenas revisitou os sucessos de Cazuza, mas também destacou sua relevância cultural e poética, principalmente pela sua intensidade e personalidade expansiva , o consagrando como importante nome da música brasileira nos anos 1980.



Homenagem ao Cazuza no C6 no Rock no Parque do Ibirapuera- Foto: Divulgação/C6 Bank



As canções atemporais e provocativas em contrastes com canções românticas e emotivas da obra de Cazuza como ''Blues da Piedade'', ''O Tempo Não Para'', ''Exagerado'', ''Solidão Que Nada'', ''Codinome Beija-Flor'', ''Malandragem'', ''Bete Balanço'', ''Vida Louca Vida'', ''Maior Abandonado'', entre outras ganharam novas versões com o timbre de voz , novos arranjos e personalidade de cada convidado. Encerrando a noite do festival, Frejat que fez parte da banda Barão Vermelho junto com o Cazuza no ínicio da carreira, conduziu a festa e interpretou as canções “Todo Amor que Houver Nessa Vida” , “Pro Dia Nascer Feliz” e ''Brasil'', que juntamente com todos os convidados da noite colocaram o público para pular e gritar extasiados em pleno pulmões os refrões ''Brasil, mostra tua cara, quero ver quem paga pra gente ficar assim'', em mais um momento memorável e celebrado por todos os presentes no festival.


O espetáculo Tributo ao Cazuza encerrou sua participação no festival com uma grande queima de fogos enquanto o palco permanecia aceso com frase emblemática de depoimentos do Cazuza em 1985 com os dizeres ''Espero que no futuro não se esqueçam do poeta que sou. Que as pessoas não se esqueçam de que mesmo num mundão eletrônico,o amor existe. Existem o romance e a poesia'', fechando o festival cheio de significados, marcante e eternizado através da obra atemporal de cada artista que participaram dessa grande festa do rock nacional. O rock vive!



Homenagem ao Cazuza no C6 no Rock no Parque do Ibirapuera- Foto: Renata Porto




Entrada do C6 no Rock no Parque do Ibirapuera- Foto: Divulgação/C6 Bank






































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