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''Em celebração ao rock nacional oitentista, Festival C6 no Rock reúne artistas de diversas gerações no Parque do Ibirapuera em São Paulo''

  • 27 de ago.
  • 9 min de leitura

Atualizado: há 2 dias

Em uma grande celebração do rock nacional, a primeira edição do Festival C6 no Rock, realizada no sábado (22) e domingo (23), contaram com apresentações de bandas icônicas da década de 80 como Titãs, Ira, Plebe Rude, Marina Lima, Paralamas do Sucesso, Legião Urbana, entre muitos outros para apresentarem na íntegra seus álbuns clássicos, além de tributos a Rita Lee e Cazuza, no Parque do Ibirapuera em São Paulo.



Paulo Ricardo no C6 no Rock no Parque do Ibirapuera- Foto: Renata Porto.




O festival C6 no Rock aconteceu neste final de semana, 22 e 23 de agosto, na área externa do Auditório Ibirapuera, reunindo alguns dos principais nomes do rock brasileiro cantando álbuns que marcaram suas carreiras na íntegra e moldaram a identidade cultural do país de toda uma geração. Com patrocínio oficiais do C6 Bank, Metlife e Eisenbahn, cerveja premium do Grupo Heineken, a primeira edição do Festival intitulado C6 no Rock reuniram um público de distintas idades, em grande maioria um público com mais de quarenta anos para vivenciar em duas datas distintas uma grande celebração de shows com artistas que ajudaram a moldar comportamentos e transformaram definitivamente a história do rock brasileiro.




C6 no Rock no Parque do Ibirapuera- Fotos: Renata Porto.


Além das apresentações musicais, o festival ainda contou com espaços espalhados pelo evento como uma Feira de Vinil da C6 Bank, com curadoria de Marcio Custódio e Tommy Kenny, com uma seleção especial de discos que vão desde os clássicos do rock brasileiro até outros diversos hits e raridades dos anos 1980, guarda-volumes inteligentes, espaços de convivência e uma tenda de hidratação disponibilizados gratuitamente pela patrocinadora, a seguradora Metlife para garantir conforto e bem estar durante todo o evento, espaço de ativações para clientes da C6 Bank com entrega de brindes, espaços gastronômicos em uma parceria com o Núcleo Food com uma seleção especial com alguns dos mais celebrados restaurantes de São Paulo, trazendo opções de pratos, lanches e sobremesas, muitos restaurantes renomados como Coffee Walk, Lideo Amici di Amici, Make Hommus, Not War, Mira Deli, Paul’s Boutique Pizza, Pine & Co., Preto Cozinha, Xepa e Z Deli estiveram presentes durante o período do festival ofertando alimentação de alta qualidade e com variedades para o mais distinto público com comidas, lanches rápidos, café e sobremesas, e também uma operação de cerveja com 8 beerwalls, incluindo os rótulos Pilsen e IPA da marca Eisenbahn proporcionando ao público uma experiência alinhada ao clima da comemoração.



C6 no Rock no Parque do Ibirapuera- Foto: Renata Porto.



Com um público estimado em mais de 25 mil pessoas que passaram pelo festival em duas datas consecutivas, a primeira edição do C6 no Rock foi marcado pela organização notória e curadoria assertivas realizadas pelos críticos musicais composto por Hermano Vianna, Leonardo Lichote e Marcus Preto, excelente trilhas sonoras, pontualidade dos artistas, localização privilegiada e principalmente conexões entre público e artistas, com reverência nostálgica aos artistas e um período importante e turbulento da música brasileira no final dos 80, um período marcante na trajetória da música brasileira, caracterizado pela explosão de bandas icônicas e letras que refletiam a busca por mudanças sociais e políticas, refletindo as inquietações da juventude da época.



C6 no Rock no Parque do Ibirapuera- Foto: Renata Porto.



Sem muito apelo midiáticos e contemporâneos presentes atualmente na maioria dos festivais de música como espaços instagramáveis , divisões de pista premium e comum, ausência de camarotes, lista vip de influenciadores, o festival manteve a tradição da época oitentista, um festival realizado para todos contemplarem, se reencontrarem musicalmente e aproveitarem ao máximo o motivo da realização do mesmo, a música.


A ideia do festival C6 no Rock , idealizados em parceria entre C6 Bank e a Dueto Produções, empresas responsáveis pelo C6 Fest, surgiram com a proposta de resgatar a emoção e experiência marcadas por cada período emblemático da música brasileira. Através da escolha da temática RockBr, com artistas de uma época específica tocando na íntegra os álbuns aclamados do período de lançamento, a banda escolhida para abrir a programação musical da primeira data do evento ficou por conta da banda de punk-rock Plebe Rude, formada em Brasília em meados dos anos 80, numa época em que a censura proibia canções libertárias e vetava sua execução pública, por causa da ditadura.


Plebe Rude-- O Concreto Já Rachou



Atualmente, a banda Plebe Rude é formada por Philippe Seabra nos vocais e na guitarra, Clemente Nascimento também nos vocais e na guitarra, André X no baixo e nos vocais, e Marcelo Capucci na bateria. Apresentando na íntegra o álbum intitulado ''O Concreto Já Rachou'' (1986) sobre um sol escaldante que acompanhou o público e artistas durante todo o período diurno no festival, a banda empolgou o público presente que chegaram cedo para acompanhar todas as apresentações, mantendo a essência libertadora e jovial da banda, que fazem questão de enfatizar suas críticas sociais e políticas que ainda reverberam nos dias atuais.


RPM/ Paulo Ricardo- - Rádio Pirata Ao Vivo e Hits



Paulo Ricardo no C6 no Rock no Parque do Ibirapuera- Foto: Renata Porto.



Em sequência a segunda apresentação foi com um dos artistas que mantém um público cativo e uma carreira relevante por mais de quarenta anos, tocando em grandes festivais e tendo canções como trilhas de novelas, o carioca Paulo Ricardo se apresentou no festival tocando na íntegra o disco intitulado ''Rádio Pirata Ao Vivo e Hits'' (1986), um dos discos mais aclamados de sua carreira juntamente com a banda RPM, ao qual foi vocalista entre 1983 e 2017, mas que por briga judiciais envolvendo integrantes remanescentes do grupo, romperam relacionamentos e seguem carreiras distintas.


A banda RPM foi um fenômeno musical e considerada uma das bandas mais populares da época, conhecida por suas músicas que misturavam rock e pop, e que ainda mantém uma base de fãs significativa, com hits atemporais que ainda fazem parte da playlist de grande parte do público brasileiro. Com turnê atual com o novo disco ''Reinventar'', que revisita de forma mais tecnológica e com novos arranjos algumas dessas canções do disco, Paulo Ricardo sobre muitos gritos eufóricos da plateia e sempre esbanjando simpatia e carisma, trouxe ao festival também algumas canções reverentes e pouco conhecida do grande público como “Juvenilia” e “A Fúria do Sexo Frágil Contra o Dragão da Maldade'' que rememora a década de 80 ao qual sempre causavam furor e frenesi entre os fãs e admiradores do grupo.



Titãs - Cabeça Dinossauro



Titãs no C6 no Rock no Parque do Ibirapuera- Foto: Renata Porto.



Uma das bandas mais respeitadas e influentes do cenário rock brasileiro, a paulistana Titãs composto atualmente por Sérgio Brito, Branco Mello, Tony Belloto e Beto Lee, foram a terceira banda do line-up do dia a se apresentar por uma plateia numerosa com a aclamada discografia ''Cabeça Dinossauro ''(1986), seu terceiro disco de carreira e um dos álbuns mais icônicos da história do rock brasileiro. Com canções atemporais como '' Homem Primata'', ''Polícia'', ''Porrada'', ''Família'', ''Flores'', ''Tô Cansado'' e ''Bichos Escrotos'', que atualmente voltou aos holofotes e ficou conhecida pela geração Z pela nova versão realizada pela cantora pop Anitta, e elogiada pelos próprios integrantes da banda, a apresentação do Titãs foram energéticas, aclamadas e apesar das críticas em relação ao momento que Branco Melo se apresenta em solo na canção ''32 Dentes'', canções que em maioria do grupo são composta pelo guitarrista, que enfrentou problemas de saúde nos últimos anos , tendo perdas e problemáticas no timbre de voz, a banda segue resistindo ao tempo, a mudanças nas formações, adversidades, se reiventando e consolidando sua identidade provocadora.


Com plateia estrelada pelas atrizes globais Angêla Figueiredo e Malu Mader , que fizeram questão de prestigiar a apresentação no meio do público , ambas esposas dos integrantes do grupo, Titãs continuam arrastando multidões e mantendo sua sonoridade agressiva e cheias de versatilidade e pluralidade, sempre revisitando suas canções com sensibilidade , cheias de sarcarmos e críticas sociais, conquistando uma nova geração.


Paralamas do Sucesso - Selvagem?



Os Paralamas do Sucesso no C6 no Rock no Parque do Ibirapuera- Foto: Divulgação/C6 Bank



Com o entardecer paulistano mesclando as altas temperaturas com alternância entre períodos de frio e calor em um curto intervalo de tempo, trazendo desconforto ao público que esqueceram seus casacos em casa, a banda carioca Os Paralamas do Sucesso se apresentaram com a discografia ''Selvagem?'', o terceiro álbum de estúdio do grupo , considerado um dos melhores disco da música brasileira dos últimos 40 anos. A banda formada pelo trio Herbert Vianna (voz e guitarra), Bi Ribeiro (baixo) e João Barone (bateria), aqueceram o público ao desfilar sucessos que os consagraram nacionalmente, atravessaram décadas e que ainda mantém uma grande base sólida de fãs, além de apresentações relevantes e memoráveis em shows, programas de TV e festivais durante todo o período que ainda os mantém em atividade.


Os Paralamas do Sucesso surgem no embalo do rock brasileiro dos anos 1980 e rapidamente se destacam pela mistura de estilos: o grupo não se limitou ao rock “puro” — incorporou reggae e ska com naturalidade, e, mais adiante, acrescentou metais e grooves que aproximaram a banda de uma linguagem mais latina , jovial e dançante. Com canções como ''Melô do Marinheiro'', ''Selvagem'', ''Alagados'', ''A Dama e o Vagabundo'', ''Teerã'', ''Lourinha Bombril'', entre muitos outras que fizeram o público dançar e cantar em coros uníssonos em uma grande catarse coletiva.


Esbanjando disposição e vitalidade, o grupo interagiu rapidamente com o público e anunciaram que iriam incluir no repertório outras canções clássicas de discografias da carreira, sendo ovacionados integralmente. Em momentos memoráveis da apresentação, o grupo revelou o lado mais romântico, nostálgico, poético e emotivo do grupo ao apresentar ''Você'', ''Aonde Quer Que Eu Vá”, “A Novidade” e a emblemática '' Laterna dos Afogados'', seguido pela cumplicidade com o público em entregar um grande espetáculo em diferentes vertentes com numerosas luzes do celular acesas no alto, transformando o ambiente do show em um grande espetáculo a céu aberto, com muitas pessoas com os olhos marejados, entreguem a emoção daquele momento.


Rita Lee - Meu Sonho É Ser Imortal por Beto Lee


Com: Alice Caymmi, Baby do Brasil, Catto, Fernanda Abreu, Letrux, Marina Sena, Miranda Kassin e Sandra Sá.



Tributo a Rita Lee no C6 no Rock no Parque do Ibirapuera- Foto: Renata Porto.



Além das atrações de grandes nomes da música apresentadas no decorrer do dia, cada noite contou com um show tributo em formato homenagem a um grande artista que fez parte dessa geração e que já tenha falecido, deixando legado duradouros, memórias afetivas e se mantendo vivo na imaginação do público brasileiro. No sábado (22), Rita Lee, a rainha do Rock recebeu uma homenagem na seção intitulada Poetas do Som , liderada por seu filho, Beto Lee, sob direção musical de Danilo Santana, tendo participações de artistas que eram próximas de Rita e artistas contemporâneas que tem como referência a trajetória da artista na própria carreira como Alice Caymmi, Baby do Brasil, Catto, Fernanda Abreu, Letrux, Marina Sena, Miranda Kassin e Sandra Sá.



A artista que faleceu em 2023 aos 75 anos em decorrência da luta contra o câncer de pulmão, enfrentou a doença, a ditadura, momentos turbulentos na sua trajetória sempre com coragem e maestria, e é conhecida pela sua irreverência e autenticidade, além de colecionar milhares de fãs em mais de seis décadas de carreira. Com uma homenagem simplória e a altura da magnitude de Rita Lee, seu filho Beto Lee foi o grande anfitrião da noite e subiu ao palco para conduzir as homenagens, em um dos grandes momentos da primeira data do festival.



Beto Lee e Alice Caymmi no Tributo a Rita Lee no C6 no Rock no Parque do Ibirapuera- Foto: Renata Porto.



Com apresentações das canções “Nem Luxo, Nem Lixo”, com participação de Sandra Sá, “Doce Vampiro” e “Amor e Sexo”, com Marina Sena, “Ando Meio Desligado”, dos Mutantes, e “Jardins da Babilônia”, com Baby do Brasil, e “Ovelha Negra”, do Tutti Frutti, com Alice Caymmi, o público pode vivenciar e matar um pouco as saudades da obra atemporal e permanente da carreira longeva de Rita Lee. Com leds espalhados pelo palco com retratos e momentos de Rita Lee em uma cativante estrutura e efeitos visuais, Beto Lee retornou aos palcos para apresentar em um solo, a canção ''Papai Me Empresta o Carro”, em homenagem ao pai Roberto de Carvalho e o grande amor da vida de Rita Lee.



Tributo a Rita Lee no C6 no Rock no Parque do Ibirapuera- Foto: Divulgaçã0/CBank.


Em mais um momento que permancerá na memória de quem prestigiou o festival ao vivo, todas as artistas convidadas se despediram do público ao se reunir no palco e cantar “Lança Perfume”, transformando a memória da rainha do rock em um grande presente. “Meu sonho é ser imortal, meu amor”, canta em ''Nem sonho nem luxo''. Conseguiu através de sua cativante, destemida e estrelada passagem pela vida.



O rock dos anos 80 no Brasil não foi apenas um movimento musical; foi uma explosão de criatividade e expressão que capturou o espírito de uma era de transformação. As bandas e artistas dessa época deixaram um legado duradouro, influenciando gerações futuras e moldando a identidade do rock brasileiro. A música se tornou uma forma de resistência e um meio de questionar a realidade social e política do país.



Famosos e artistas que estiveram na primeira edição do C6 no Rock no Parque do Ibirapuera- Fotos: Renata Porto.




 































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