''Da TV à defesa das doenças raras: Carla Prata é candidata a deputada estadual por São Paulo''
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Com uma trajetória marcada por superação e propósito, apresentadora leva à vida pública a defesa das pessoas com doenças raras, das mulheres e do Carnaval como gerador de emprego, renda e inclusão social.

Carla Prata- Foto: Divulgação
Há mais de duas décadas, Carla Prata constrói sua história diante das câmeras. Da dança à reportagem, da apresentação ao universo digital, a comunicação sempre foi o elo entre ela e o público. Nesse caminho, conheceu diferentes realidades, ouviu histórias e aprendeu, sobretudo, a se conectar com as pessoas.
Criada em uma família simples na zona norte do Rio de Janeiro, Carla aprendeu cedo o valor do trabalho. Ainda menina, ajudava a mãe a complementar a renda da família e cresceu entendendo que oportunidades também são construídas com esforço e perseverança.
A televisão mudou sua vida. No Domingão do Faustão, começou no balé, chamou a atenção de Fausto Silva pela espontaneidade e facilidade de comunicação e recebeu o convite para integrar a equipe de reportagem do programa, onde permaneceu por mais de cinco anos.
Depois vieram outros programas, realities e projetos próprios. Paralelamente, outra paixão ganhou espaço em sua vida: o Carnaval.
O sonho começou ainda na infância, quando assistia aos desfiles pela televisão ao lado da avó. Anos depois, Carla chegaria à avenida e construiria uma longa história no samba. Hoje, é Rainha de Bateria da Acadêmicos do Tucuruvi pelo quinto ano consecutivo. O que ela não imaginava era que continuar vivendo esse sonho também se tornaria um símbolo de sua força e superação.
Um dos momentos mais difíceis de sua vida trouxe um novo sentido para tudo o que havia construído até ali.
Diagnosticada com Miastenia Gravis, doença rara autoimune que afeta a comunicação entre nervos e músculos, Carla passou a conhecer de perto as incertezas, o medo e a falta de informação que fazem parte da realidade de muitos pacientes.
Até aquele momento, ouvia e contava histórias. Depois do diagnóstico, ela se tornou a pessoa que também tinha uma história que precisava ser ouvida.



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