''Antártida': Filme premiado com Andrea Beltrão, Lázaro Ramos, Leandra Leal e Marina Ruy Barbosa estreia nos cinemas''
18 de set.
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“Antártida”, thriller psicólogico com Marina Ruy Barbosa, Leandra Leal e Andrea Beltrão no elenco, chega aos cinemas.

Foto: Divulgação
Em meio ao gelo, ao silêncio e à tensão extrema nasce “Antártida”, superprodução do Núcleo de Filmes dos Estúdios Globo em coprodução com a TV Globo. Escrito por Claudia Jouvin e dirigido por Bruno Safadi, o thriller psicológico une narrativa potente, protagonismo feminino e recursos visuais de última geração – o filme teve boa parte de suas cenas rodadas no Estúdio de Produções Virtuais, usando tecnologia Unreal. Depois de abrir o 54º Festival de Cinema de Gramado no dia 14 de agosto, “Antártida” estreou exclusivamente nos cinemas no dia 17 de setembro, com distribuição da Paris Filmes. Protagonizado por Andrea Beltrão e Marina Ruy Barbosa, o elenco reúne Antonio Calloni, Lázaro Ramos, Leandra Leal, Renan Monteiro, Mariana Sena, Gero Camilo, João Vitor Silva, Adélio Lima, Marcos de Andrade e Henrique Barreira.
A história se passa na estação de pesquisas brasileira na Antártida, onde cientistas e militares se preparam para enfrentar o inverno isolados. Na primeira noite, um crime contra a pesquisadora Inês (Marina Ruy Barbosa) abala a base e transforma o ambiente já hostil em uma verdadeira panela de pressão. Todos os homens da estação se tornam suspeitos, inclusive o Comandante Barros (Antonio Calloni) e o Capitão Vicente (Lázaro Ramos). A subcomandante Elisabeth (Andrea Beltrão) assume a missão de investigar o ocorrido e, com o apoio das mulheres da base – entre elas Marina (Leandra Leal) e Rose (Mariana Sena) –, enfrenta o medo, o silêncio e a violência em busca de justiça. “É um filme sobre união feminina em um ambiente extremamente masculino e opressor”, afirma a autora Claudia Jouvin.
O projeto nasceu em 2017, inspirado em uma notícia real sobre um incêndio na estação brasileira Comandante Ferraz, na Antártida. Para o longa-metragem, os Estúdios Globo decidiram testar a tecnologia Unreal em produções audiovisuais. “Antártida’ é um projeto muito pessoal, que me permitiu exorcizar muitas coisas. E ver esse elenco incrível dando vida aos personagens foi emocionante”, conta Claudia.
A decisão de filmar em estúdio virtual foi o que permitiu que o projeto saísse do papel. “Fazer um filme inteiro na Antártida seria inviável, tanto pelo custo quanto pelas condições climáticas”, explica o diretor Bruno Safadi. “A tecnologia de produção virtual nos permitiu criar uma imersão total, onde o mundo real e o virtual se fundem aos olhos da câmera e do espectador. Parece que estamos realmente no continente antártico”.
A produtora Isabela Bellenzani relembra os primeiros passos da produção e os desafios técnicos enfrentados: “A ideia de filmar na Antártida parecia impossível, até que surgiu a possibilidade de usar a tecnologia do estúdio virtual. Montamos uma equipe multidisciplinar e começamos a estudar como viabilizar um filme dessa complexidade dentro dos Estúdios Globo. Foram oito meses de trabalho intenso, com 16 semanas de pré-produção e seis semanas de testes. Tudo precisava estar pronto antes do primeiro ‘ação’. O resultado é fruto de muito estudo, testes e colaboração entre direção, efeitos especiais, produção e tecnologia”.
O projeto se destaca por ser filmado no maior estúdio permanente de produção virtual da América Latina. Com mais de 1.500 m², o novo espaço integra tecnologias de ponta como câmeras com tracking de alta precisão e recursos de Inteligência Artificial e Realidade Aumentada em mais de 300 m² de telas de LED. O uso de produção virtual une o mundo real e virtual de forma fluida, trazendo inúmeras mudanças na cadeia de produção, como a possibilidade de filmar em lugares inóspitos e de difícil acesso. Outros benefícios são a otimização de recursos, a redução de deslocamentos e a não dependência de fatores externos como variações climáticas, ampliando as possibilidades criativas para o desenvolvimento de conteúdo.

Foto: Divulgação
O produtor de tecnologia Bruno Netto detalha: “Usamos um software de engenharia de games para reproduzir virtualmente a base de 2012, que não existe mais. Captamos imagens reais na Patagônia com câmeras 360 e combinamos com cenários físicos, criando uma emenda quase imperceptível entre o real e o virtual”.
A cenografia também foi peça fundamental para garantir verossimilhança e confundir os limites entre real e virtual. “Nosso maior objetivo era fazer com que o público não soubesse onde começava o cenário físico e onde terminava o virtual”, explica o cenógrafo Felipe Serran. “Criamos camadas de neve com diferentes materiais para dar textura, profundidade e realismo. O pé afunda, a neve se arrasta... tudo foi pensado para que a experiência fosse crível e imersiva”.
Além da inovação técnica, “Antártida” é um thriller eletrizante, que prende o espectador do começo ao fim. A tensão cresce a cada cena, com suspeitas e confrontos intensos. “É um filme de investigação, um whodunit, onde todos são suspeitos e ninguém está seguro”, diz Claudia. “O público vai ficar nervoso, curioso, querendo descobrir quem cometeu o crime”. A produção também se destaca por abordar temas urgentes como violência contra a mulher e abuso de poder. “A história é sobre sobrevivência, justiça e solidariedade feminina”, resume Claudia.
Longa do Núcleo de Filmes dos Estúdios Globo escrito por Claudia Jouvin, “Antártida” tem direção de Bruno Safadi. A produção é de Isabela Bellenzani e a produção executiva de Raphael Cavaco e Betina Paulon. José Luiz Villamarim assina a supervisão artística.



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