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''Espetáculo O Rei da Vela,de Zé Celso encerra temporada neste final de semana no Auditório

  • 12 de dez. de 2018
  • 4 min de leitura

Espetáculo O Rei da Vela encerra temporada de 2018 com apresentações no Auditório Ibirapuera-Oscar Niemeyer,de 14 a 16/12,sexta e sábado,20h e domingo 19h em São Paulo

O Rei da Vela-Foto: Divulgação


Criado coletivamente por quase 2000 artistas,o Teat(r) Oficina Uzyna Uzona completa 60 anos em 2018.Resistente,segue apostando na paixão popular que sagrou as encenações de Roda Viva(Chico Buarque,1968) e O Rei da Vela(Oswald de Andrade,1967)em novas montagens que contam com realização do Sesc São Paulo e Itaú Cultural/Auditório Ibirapuera-Oscar Niemeyer.


Após curtíssima temporada no Sesc Pompéia(6 a 9 de Dezembro),Roda Viva estreia no Teatro Oficina em 23 de Dezembro,ás 14h30,no âmbito da celebração dos 31 anos da Ethernidade de Luís Antônio Martinez Correa-rito anual realizado pela companhia há mais de duas décadas, em exaltação à vida e à memória do diretor de teatro, dramaturgo, tradutor, ator, professor e irmão de José Celso Martinez Correa, assassinado no Rio de Janeiro em 1987, vítima de um crime de homofobia – e permanece em cartaz até 10 de fevereiro, com seções de sexta a domingo, incluindo datas especiais, como Natal, virada de ano e aniversário da cidade de São Paulo.


O Rei da Vela, peça escrita em 1933 – período de ascensão do fascismo, do nazismo e do stalinismo –, foi publicada em 1937 e encenada pela primeira vez em 1967. Em um movimento inédito de artistas que não haviam se encontrado anteriormente, a encenação foi responsável pelo impulso descolonizador da tropicália antropófaga, anunciando o transe da terra em 1968, ano em que fez nascer o coro de teatro ainda desconhecido: o Coro de Roda Viva.


Chico Buarque de Holanda escreveu Roda Viva depois de assistir ao espetáculo O Rei da Vela. A peça de 1967, que revolucionou a encenação teatral no país, é considerada pela crítica como a primeira encenação essencialmente brasileira, pois acrescentou em sua montagem elementos antiliterários da cultura nacional: circo, revista, literatura surreal, carnaval; a chanchada, a anarquia, o deboche.


Roda Viva é compreendida como uma resposta, ou uma proposta alternativa de continuidade para a peça de Oswald de Andrade encenada por Zé Celso, que foi quem o jovem Chico Buarque, com 24 anos, convidou para encenar seu primeiro texto teatral, junto ao cenógrafo e figurinista Flávio Império.


E foi no final de 1967 e início de 1968 que o Coro de Roda Viva transformou radicalmente o Teat(r)o Oficina. A multidão que tomou o espaço do protagonismo era uma geração que trazia em si o anseio por todas as revoluções.


Inaugurou-se ali a linguagem coral no teatro brasileiro, um retorno aos ritos, aos dityrambos gregos, à prélógica indígena, da descolonização e radicalização do fazer teatral em plena ditadura militar no Brasil, em pleno nascimento da Tropicália, movimento cultural antropófago.


Se em 1968 o coro de Roda Viva quebrou a quarta parede entre palco e plateia, misturando e modificando o moderno teatro brasileiro e, consequentemente, o teatro contemporâneo, hoje, 50 anos depois, a bola do coro de 68 foi recebida pelo coro de 2018, com a incumbência de quebrar todas as paredes, em escala urbana. A religação do povo com a cultura e da cultura com o povo.


Stamos inspirados pra contracenar com estes tempos.Anarcos coroados, bárbaros tecnizados contracenado com a democracia da oposição y o estranho estado frankstein sendo fabricado pela situação, além do além, isto é, aqui agora. Vivemos a emoção de criar teatro pra todos humanos. A luta da arte ao vivo q é o teatro, é a mesma de todxs q querem viver a vida ao vivo; em liberdade; sem a captura pela máquina de matrix implantada pelo modus vivendi do capitali$mo robótico; sem perestroika empresalista.”


Zé Celso•••

Espetáculo Roda Viva-Foto:Divulgação


SERVIÇOS RODA VIVA | DE CHICO BUARQUE

Dias: 6 a 9/12/2018

Horário: Quinta a sábado, 20h. Domingo, 18h

Ingressos: R$ 50 (inteira), R$ 25 (meia: estudante, servidor de escola pública, + 60 anos, aposentados e pessoas com deficiência) e R$ 15 (credencial plena do Sesc: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes).

Local: Sesc Pompeia - Rua Clélia, 93 - Água Branca, São Paulo, SP Duração: 3H30 (com intervalo de 15 minutos)Indicação etária: 18 anos

O REI DA VELA | DE OSWALD DE ANDRADE

Dias: 14 a 16/12/2018

Horário: Sexta e sábado, 20h. Domingo, 19h

Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$15 (meia)

Local: Auditório Ibirapuera- Oscar Niemeyer

Duração: 240min (com dois intervalos de 15 minutos)

Indicação etária: 14 anos

Informações: www.auditorioibirapuera.com.br

tel.: 11 3629-1075 ou info@auditorioibirapuera.com.br

*As vendas serão realizadas nos canais da Ingresso Rápido e na bilheteria do Auditório Ibirapuera.

Horários da bilheteria: Sextas-feiras e sábados, das 13h às 22h. Domingos, das 13h às 20h.

RODA VIVA | TEMPORADA NO TEATRO OFICINA | DE CHICO BUARQUE

De 23/12/2018 a 10/02/2019

Sexta a domingo

Horários: Sexta e sábado, 20h. Domingo, 19h

SESSÕES ESPECIAIS:

23/12 - DIA DE LUIZ. Domingo, 14h30.

25/12 - NATAL. Terça-feira, 20h.

31/12 - ANO NOVO. Segunda-feira, 20h.

Ingressos: R$ 60 inteira R$ 30 meia (estudantes, aposentados, professores e artistas)R$ 25 moradores do Bixiga (necessário comprovante de residência)R$5 (estudantes secundaristas de escola pública, imigrantes, refugiados, moradores de movimentos sociais de luta por moradia) – limitados à 10% da lotação diária

https://www.compreingressos.com/rodaviva

Local: TEATRO OFICINA UZYNA UZONA- Rua Jaceguai, 520 - Bixiga, São Paulo, SP

Duração: 3H30 (com intervalo de 15 minutos)Indicação etária: 14 anos

Fonte:Auditório Ibirapuera

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